Nubank abre carteira e reforça aquecimento dos escritórios corporativos
Tatyane Estevão
Analista de planejamento
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Nubank vai movimentar o mercado de escritórios com um plano robusto de expansão física. A fintech anunciou que investirá mais de R$ 2,5 bilhões nos próximos cinco anos em novos espaços de trabalho no Brasil e no exterior, ao mesmo tempo em que consolida um modelo híbrido mais rígido, com exigência de ida frequente ao escritório para a maior parte dos colaboradores.
Em São Paulo, o banco digital deve quintuplicar sua capacidade, chegando a cerca de 5,7 mil estações de trabalho distribuídas em quatro prédios na região de Pinheiros e Oscar Freire. No edifício Capote 210, em Pinheiros, funcionará um laboratório de pesquisa e inovação com clientes. Já no novo prédio corporativo da Cyrela, na Oscar Freire, o foco será em eventos, serviços internos, áreas colaborativas e uma unidade do NuCafé. São lajes de alto padrão, em regiões valorizadas, com forte vocação para tecnologia e serviços.
Fora da capital paulista, o Nubank também projeta novos escritórios em Campinas, Rio de Janeiro e Belo Horizonte até 2026, além de ampliar operações na Cidade do México e em Bogotá e abrir unidades em Washington D.C. e Buenos Aires. Trata-se de um movimento consistente de ocupação de espaços corporativos relevantes em grandes centros urbanos.
Para o mercado imobiliário, especialmente o corporativo, esse tipo de decisão manda um sinal importante: grandes empresas de tecnologia voltam a enxergar o escritório físico como ativo estratégico. A tendência é de redução da vacância em prédios bem localizados, maior procura por lajes modernas, próximas a transporte público e com infraestrutura para operação híbrida, além de valorização de ativos voltados a inovação, colaboração e experiência do colaborador.
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