Selic começa a cair, mas o que isso realmente muda no mercado imobiliário?

Tatyane Estevão

Analista de planejamento

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, em decisão unânime anunciada nesta quarta-feira (18). O movimento já era esperado, embora parte do mercado projetasse um corte maior, de até 0,5 ponto percentual.

A deterioração do cenário internacional, especialmente após o início da guerra no Oriente Médio, levou à revisão das expectativas. O aumento da incerteza global e a alta no preço do petróleo influenciaram a decisão por um ajuste mais moderado.

Este foi o primeiro corte da Selic em quase dois anos. Após um ciclo de queda entre agosto de 2023 e julho de 2024, a taxa voltou a subir, atingindo 15% ao ano em junho de 2025.


Impactos para o mercado imobiliário

A redução da Selic tende a aliviar gradualmente o custo do crédito imobiliário, mas o efeito ainda é limitado no curto prazo. O financiamento segue caro, o que mantém o poder de compra pressionado.

Para incorporadoras, o cenário continua desafiador, com juros elevados impactando o funding e o ritmo de lançamentos.

Corretores devem enfrentar uma recuperação mais lenta nas vendas, especialmente no médio padrão, mais sensível às taxas de financiamento.

Investidores seguem cautelosos diante das incertezas globais, enquanto, para compradores, o corte sinaliza uma melhora futura, mas ainda sem impacto relevante nas parcelas.

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