Preços de imóveis sobem 0,20% em janeiro e mercado entra em ritmo de ajuste

Tatyane Estevão

Analista de planejamento

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Os preços de venda de imóveis residenciais subiram, em média, 0,20% em janeiro de 2026, segundo o FipeZAP. É uma alta bem mais suave do que a vista no fim de 2025 e a menor variação mensal desde março de 2021, sinal de que o mercado entra no ano em ritmo de ajuste, com menos pressão de valorização no curto prazo.

O movimento veio alinhado à economia: o IPCA-15 também avançou 0,20% no mês, enquanto o IGP-M subiu 0,41%. Ou seja, o imóvel continua valorizando, mas sem correr muito à frente dos demais preços.

Os compactos seguem em alta. Imóveis de um dormitório tiveram a maior variação no mês, com +0,46%, enquanto unidades de três quartos caíram, em média, 0,16%. No recorte geográfico, 47 das 56 cidades monitoradas registraram alta, com destaque para Belém, Manaus, Salvador e Florianópolis. Já capitais como São Luís, Curitiba, Belo Horizonte, Recife, Cuiabá e Porto Alegre tiveram recuos pontuais.

No acumulado de 12 meses até janeiro, os preços ainda sobem com força: +6,12%, acima da inflação oficial e do IGP-M. Os “quitinetes e similares” lideram a valorização, com alta próxima de 7,8%, enquanto imóveis maiores ficam em torno de 5%.

O preço médio nacional do metro quadrado chegou a R$ 9.642. Unidades de um dormitório passam de R$ 11.700/m², enquanto imóveis de dois dormitórios giram em torno de R$ 8.600/m². Em cima da tabela estão Balneário Camboriú e Itapema, com valores acima de R$ 15 mil/m²; na outra ponta, cidades como Pelotas e Betim ainda oferecem tíquetes bem mais baixos.

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