Hotel na Lua já aceita “reservas”, mas ainda é mais sonho do que viagem marcada

Tatyane Estevão

Analista de planejamento

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Fazer check-in na Lua pode até parecer roteiro de filme, mas uma startup americana chamada GRU Space resolveu levar a ideia a sério e abriu reservas para um futuro hotel lunar. A estadia não é exatamente acessível: os pacotes anunciados vão de 250 mil a 1 milhão de dólares, algo entre 1,3 milhão e 5,2 milhões de reais para passar alguns dias fora da Terra.

Por enquanto, porém, tudo ainda está no campo do conceito. Não há data confirmada, nem estrutura pronta, nem tecnologia operacional que permita levar turistas com segurança até a superfície lunar. O plano da empresa é usar módulos infláveis protegidos contra radiação e impactos, com acesso feito por naves de outras companhias, como a SpaceX, e começar testes a partir de 2029 para, em teoria, receber hóspedes depois de 2032.

O problema é que hoje não existe indústria de turismo lunar, nem voos regulares para a Lua, nem infraestrutura básica por lá. Falta desde energia e comunicação até regras claras, seguros e protocolos de resgate. Para completar, as tais “reservas” funcionam mais como um tipo de aporte financeiro do que como uma passagem garantida. Em resumo, o hotel lunar rende boas manchetes e muita imaginação, mas ainda está bem mais perto da ficção científica do que do próximo feriado prolongado.

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