Economia x Mercado Imobiliário no segundo semestre de 2025

Tatyane Estevão

Analista de planejamento

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Já falamos por aqui no SegNews sobre os principais movimentos da economia e seus reflexos no setor imobiliário. Agora, trazemos um overview do cenário no segundo semestre de 2025, um período de atenção, com juros em níveis elevados, atividade econômica morna e tensões externas em alta. Tudo isso tem reflexos diretos no mercado imobiliário.

Economia: indicadores recentes

Atividade econômica em baixa: O IBC-Br, indicador que marca o ritmo da economia, registrou queda de 0,1% em junho, impactado pela forte queda de 2,3% no agronegócio. No acumulado do segundo trimestre, contudo, houve alta de 0,3%.

Selic segue no topo: O Copom manteve a taxa Selic em 15%, patamar mais alto desde 2006. O foco agora é entender os efeitos dessas elevações anteriores antes de qualquer nova decisão.

Ameaças externas: O FMI alertou que novas tarifas dos EUA podem derrubar ainda mais o crescimento, levando o GDP de 2025 a 2,3% bem abaixo dos 3,4% registrados no ano anterior.

Como o mercado imobiliário responde ao cenário

Financiamento encarecido
Com juros altos, os custos de crédito imobiliário seguem elevados, afetando o poder de compra de famílias e complicando a viabilização de novos financiamentos, principalmente no segmento médio e alto padrão.

Habitação popular como motor de vendas
Mesmo diante da restrição ao crédito, o programa Minha Casa, Minha Vida mantém o setor aquecido, imóveis acessíveis continuam atraentes no atual contexto.

Investidores mais cautelosos
O ambiente econômico instável exige projetos seguros. Incorporadoras e fundos imobiliários precisam priorizar empreendimentos resilientes e com boa previsibilidade de retorno.

Cautela para quem espera recuperação rápida
A manutenção dos juros altos e as incertezas do cenário internacional indicam que o mercado deve seguir em ritmo lento até, pelo menos, o início de 2026, segundo projeções de economistas.

O que esperar do Mercado 👀
Nos próximos meses, o ritmo será de cautela. O Banco Central observa os impactos da política de juros, enquanto o setor imobiliário segue respirando com a ajuda do mercado de moradias populares. Porém, uma retomada mais robusta depende de fatores decisivos: a alta da Selic precisa, pouco a pouco, perder força.

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