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Mercado Imobiliário

Fundação Itaú garante um dos últimos terrenos vagos da Avenida Paulista

A Fundação Itaú acaba de garantir um endereço para lá de estratégico em São Paulo. A instituição, que é o braço de cultura e educação do banco, comprou um dos últimos terrenos ainda vazios da Avenida Paulista, bem na esquina com a Rua Pamplona, ao lado do prédio da Fiesp.
De acordo com o registro em cartório, o negócio saiu por R$ 49 milhões. O terreno pertencia a um fundo ligado ao BTG Pactual, que assumiu a área em 2019, quando comprou o fundo Top Center II. As conversas com a Fundação Itaú começaram no início deste ano e o compromisso de compra foi firmado em abril, passando por alguns aditivos até a conclusão definitiva da operação.
Até pouco tempo atrás, o espaço era ocupado por uma farmácia e um estacionamento, uso típico de um terreno super bem localizado à espera de um projeto maior. Agora, o lote já está cercado por tapumes e equipes trabalham na limpeza e preparação do local. A Fundação ainda não divulgou oficialmente o que pretende construir ali.
A novidade reforça a presença do Itaú na Paulista, onde a instituição já mantém o Itaú Cultural e o Espaço Olavo Setúbal, que abriga parte do acervo de arte moderna do banco. A avenida, que já concentra ícones como Masp, Sesc Paulista, IMS e Belas Artes, ganha mais um capítulo nessa vocação cultural.
Do ponto de vista imobiliário, o movimento é simbólico: trata-se de um terreno raro em uma das regiões mais valorizadas do país, comprado por um player com histórico de investir em equipamentos culturais e espaços abertos ao público. O projeto que vier ali na próxima fase tem potencial para impactar fluxo de pessoas, comércio e percepção de valor em todo o entorno.

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Boom de lançamentos x freio nas vendas: como fica o jogo dos apartamentos em 2025?

O mercado imobiliário fechou o 3º trimestre de 2025 com um cenário misto: mais lançamentos, menos vendas e estoque maior.
De julho a setembro, foram lançados 108,8 mil apartamentos residenciais no país, um aumento de 1,6% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados da CBIC em parceria com a Brain.
Do outro lado, as vendas caíram 6,5%, somando 101,3 mil unidades em 221 cidades acompanhadas pelo estudo. Com mais produto entrando do que saindo, o estoque chegou a 312,5 mil unidades, alta de 3,3% em 12 meses, considerando imóveis na planta, em obras ou recém-entregues.
Na prática, isso significa que, se ninguém lançasse mais nada hoje, o volume disponível seria suficiente para aproximadamente nove meses de vendas, usando a média dos últimos 12 meses. No trimestre anterior, essa “folga” era de oito meses.
Mesmo assim, o ano ainda é de saldo positivo.
De janeiro a setembro, os lançamentos somaram 307,3 mil unidades, crescimento de 8,4% frente a 2024. As vendas acumuladas também avançaram, com alta de 5%, chegando a 312,2 mil unidades no período.
Em valores, o movimento é ainda mais forte:
• os lançamentos já somam cerca de R$ 199 bilhões no ano, alta de 22,9%;
• as vendas movimentaram R$ 188,7 bilhões, crescimento de 13,2%;
• o ticket médio das unidades vendidas subiu 4,4%, alcançando R$ 199 mil.
Para quem atua no mercado, o recado é claro:
há mais produto na prateleira, as vendas seguem em bom nível no acumulado do ano e o estoque um pouco mais alto pode abrir espaço para negociação, campanhas e ajustes de estratégia nos próximos meses.

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Quase metade dos inquilinos planeja se mudar em breve, mostra pesquisa

A vida em imóvel alugado está longe de ser definitiva para muitos brasileiros. A pesquisa “Raio-X do aluguel no Brasil”, mostrou que 41% dos inquilinos pretendem trocar de imóvel nos próximos meses. A pesquisa ouviu 1.300 pessoas em todo o país, entre 26 de setembro e 6 de outubro de 2025.
O desejo de mudança aparece com mais força entre os jovens de 18 a 24 anos, faixa em que o índice chega a 47%. Já entre quem tem 45 anos ou mais, a intenção de se mudar cai para 37%, indicando um perfil mais focado em estabilidade e permanência no mesmo endereço.
Quando o assunto é o motivo da mudança, dois fatores se destacam:
• Busca por mais espaço: é a razão principal para 20% dos entrevistados, com maior peso entre as mulheres, das quais 25% apontaram esse motivo, contra 14% dos homens. Essa diferença pode estar ligada à composição familiar, já que 57% das mulheres disseram morar com filhos, ante 45% dos homens.
• Valor do aluguel: aparece em segundo lugar, mencionado por 14% dos participantes, empatado com a busca por bairros mais tranquilos, também citada por 14%.
Entre os inquilinos que planejam se mudar, o recorte financeiro é bem claro:
• 43% querem um imóvel mais barato
• 48% pretendem permanecer na mesma faixa de preço
• 9% estão dispostos a pagar mais para encontrar um lugar que se encaixe melhor no que procuram.
A pesquisa foi realizada online com pessoas de 18 anos ou mais, em todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com 95% de confiança.
Para o mercado imobiliário, os dados reforçam que o inquilino está mais sensível a preço e qualidade de moradia, e que há um grupo relevante disposto a trocar de imóvel em busca de mais espaço, melhor localização e custo-benefício — um cenário que abre oportunidade para imobiliárias, corretores e proprietários atentos a esses ajustes de perfil.

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O sonho da casa própria está envelhecendo e encarecendo no mundo todo

Entrar no primeiro imóvel ficou para depois. Nos Estados Unidos, quem estreia como proprietário agora tem idade mediana de 40 anos, o maior patamar já visto. Nos anos 1980, esse número era 29; em 2010, 30. O salto tem dois motores: juros perto de 6% e valores 50% maiores desde 2019. Resultado? Mesmo entre os que conseguem comprar, boa parte conta com ajuda da família.
Não é só lá fora
A pressão sobre moradia virou fenômeno global, comprar ou alugar pesa mais que a renda em vários países.
• Reino Unido: para viabilizar a primeira compra, a renda anual típica precisa ficar em torno de £60 mil; casas custam 8× a renda média.
• Espanha: aluguéis dispararam em 2024, cerca de +14% em Barcelona e +15% em Madri; a escassez de oferta leva trabalhadores a soluções improvisadas em áreas turísticas.
• Brasil: o aluguel residencial acumulou +13,5% em 2024, mantendo a moradia no topo das despesas das famílias.
Política entra em campo
Nos EUA, o tema já pauta campanhas e gabinetes. Em Nova York, o prefeito eleito Zohran Mamdani defende congelar aluguéis de mais de 1 milhão de contratos estabilizados para conter a escalada de preços.
O que isso diz ao mercado
• O “primeiro imóvel” virou projeto de longo prazo.
• Crédito mais caro e estoque curto empurram a decisão de compra.
• Locação ganha tração, enquanto soluções de entrada subsidiada, co-financiamento familiar e políticas de estabilização voltam ao debate.
Em poucas palavras: o teto continua sendo prioridade, só que mais tarde, mais caro e mais disputado.

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Copom mantém Selic em 15% e adota tom cauteloso, frustrando expectativa de parte do mercado

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano na reunião encerrada nesta quarta-feira (5). Essa é a terceira vez consecutiva que o Banco Central opta por não reduzir os juros, uma decisão que reforça o tom de cautela e frustra parte do mercado, que esperava sinais de flexibilização já neste fim de ano.
No comunicado, o Copom destacou que a política monetária seguirá “significativamente contracionista por um período prolongado”, para garantir que a inflação continue convergindo para a meta. Em outras palavras: o juro alto vai continuar, por enquanto.
O mercado interpretou o texto como neutro, mas com viés duro (“hawkish”, no jargão econômico). Analistas afirmam que o BC reconhece o arrefecimento da inflação, mas ainda não se sente confiante para cortar juros diante de um cenário global incerto e de preocupação com o ajuste fiscal brasileiro.
Economistas consultados apontam que o primeiro corte pode vir apenas entre março e junho de 2026, dependendo do ritmo de queda dos preços e da estabilidade das contas públicas.
A inflação projetada para o horizonte relevante da política monetária caiu de 3,4% para 3,3%, próxima da meta. Ainda assim, o juro real (descontada a inflação) continua entre os mais altos do mundo, superando 10% ao ano.
No setor produtivo, a reação foi imediata. Entidades industriais e da construção civil criticaram a decisão. A CNI classificou a manutenção como um “duro golpe” à economia, e a CBIC alertou que a Selic elevada “freia investimentos e dificulta novos lançamentos”.
Para o mercado financeiro, porém, o recado é claro: o Banco Central mantém o foco na credibilidade e prefere errar pelo excesso de cautela do que arriscar a inflação voltar a subir.
Em resumo: juros altos por mais tempo, alívio adiado e muita atenção ao que o BC fará nas próximas reuniões.

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Imóveis comerciais desaceleram, mas continuam em alta em 2025

O mercado de imóveis comerciais deu uma leve desacelerada em setembro, mas segue mostrando força. Segundo o Índice FipeZAP, as salas e conjuntos de até 200 m² registraram alta média de 0,10% nas vendas e 0,77% nos aluguéis, variações menores que as de agosto (+0,25% e +1,05%).
Mesmo com o ritmo mais lento, o desempenho ainda supera a inflação do período — o IPCA subiu 0,48% e o IGP-M, 0,42%. Entre as cidades com maiores altas estão Curitiba (+1,38%), Salvador (+1,18%) e Campinas (+0,45%) nas vendas, e Florianópolis (+1,51%), Rio de Janeiro (+1,30%) e Belo Horizonte (+0,94%) nos aluguéis.
No acumulado de 2025, os preços de venda avançaram 2,31%, enquanto os aluguéis comerciais subiram 7,08% — acima do IPCA (3,64%) e bem distante do IGP-M, que teve queda de 0,94%.
Nos últimos 12 meses, a tendência se repete: vendas +2,47% e locações +8,65%, com destaque para Curitiba, Brasília e Salvador nas vendas e Niterói e Brasília entre os maiores aumentos de aluguel.
O valor médio do metro quadrado comercial chegou a R$ 8.608 para venda e R$ 48,85 para locação. São Paulo segue na liderança com R$ 10.391/m², seguida por Curitiba (R$ 8.933) e Florianópolis (R$ 8.717).
O retorno médio anual (rental yield) foi de 7,03%, acima do segmento residencial (5,94%). Salvador (10,11% a.a.), Campinas (8,60%) e Brasília (7,21%) aparecem como as praças mais rentáveis.
Mesmo com os juros elevados, o setor comercial segue firme e mostra que continua sendo uma opção atrativa para quem busca investimento com renda e estabilidade.

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Aluguéis atrasam mais e apostas online entram na conta

A inadimplência de aluguel no Brasil voltou a subir e atingiu 3,80% em setembro, o maior índice dos últimos 16 meses, segundo levantamento da Superlógica, plataforma de soluções para o mercado imobiliário. O aumento interrompeu a estabilidade de julho e agosto (3,76%) e representa uma alta de 0,66 ponto percentual em relação a setembro de 2024 (3,14%).
O dado preocupa o setor imobiliário, especialmente porque surge junto a outro alerta: uma pesquisa recente apontou que 1 em cada 10 brasileiros já atrasou o aluguel por causa de gastos com apostas online.
Nos imóveis residenciais, a inadimplência caiu entre as faixas de maior valor, mas segue alta nas locações de até R$ 1 mil (5,96%), a segunda maior taxa entre todas as faixas. No mercado comercial, o índice subiu para 5,55%, com destaque negativo para imóveis de até R$ 1 mil, que chegaram a 9,89%.
Regionalmente, o Nordeste lidera o ranking com 5,97%, seguido pelo Norte (4,86%) e Centro-Oeste (3,49%). O Sul manteve a menor taxa do país, com 3,28%.
Além da inflação e dos juros altos, novos comportamentos financeiros têm pesado no bolso dos inquilinos. O avanço das apostas digitais e o endividamento causado por jogos online já aparecem nas planilhas das imobiliárias como uma das razões para atrasos recorrentes, especialmente entre jovens adultos de 25 a 34 anos.
Com o fim do ano se aproximando, o desafio para o setor é equilibrar a inadimplência e acompanhar mudanças no perfil financeiro dos locatários, que hoje convivem com custos fixos mais altos e novas fontes de gasto digital.

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Reformar a casa vai ficar mais fácil: nova linha do Minha Casa, Minha Vida libera até R$ 30 mil em crédito

Reformar a casa vai ficar mais fácil: nova linha do Minha Casa, Minha Vida libera até R$ 30 mil em crédito
O Governo Federal regulamentou uma nova linha de crédito dentro do Minha Casa, Minha Vida, voltada para melhoria habitacional em imóveis já existentes. A medida, publicada pelo Ministério das Cidades, permite que famílias com renda mensal de até R$ 9.600 solicitem empréstimos entre R$ 5 mil e R$ 30 mil para reformar, ampliar ou adequar suas casas.
O crédito poderá ser usado para compra de materiais de construção, pagamento de profissionais (como pedreiros, eletricistas e gesseiros) e serviços técnicos, como projetos e acompanhamento de obras. As intervenções devem melhorar segurança, salubridade, acessibilidade e conforto das moradias.
As taxas de juros variam conforme a renda:
• até R$ 3.200: 1,17% ao mês
• entre R$ 3.200 e R$ 9.600: 1,95% ao mês
Cada família poderá contratar apenas um financiamento por vez, com parcelas limitadas a 25% da renda e prazo de pagamento entre 24 e 60 meses.
Os imóveis precisam estar em capitais ou cidades com mais de 300 mil habitantes, ou em regiões metropolitanas. Quem ganha acima do limite também poderá participar, mas com regras específicas definidas pela Caixa Econômica Federal, que será responsável por operar a linha de crédito.
As solicitações estarão disponíveis a partir de 3 de novembro, diretamente pelo site ou aplicativo da Caixa.
Segundo o governo, a iniciativa deve injetar cerca de R$ 40 bilhões na economia e movimentar o setor da construção civil, gerando emprego e renda.
Na prática, uma família com renda de até R$ 3.200 que pegar R$ 10 mil emprestados pagará cerca de R$ 216 por mês durante cinco anos. Já quem está na faixa intermediária pagará cerca de R$ 240 mensais pelo mesmo valor.
Mais do que uma linha de crédito, o programa busca melhorar a qualidade das moradias urbanas e fortalecer o mercado de pequenas reformas e serviços, uma boa oportunidade para o setor imobiliário e para profissionais da construção.

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Aluguéis seguem em alta e sobem mais que a inflação em 2025, mostra FipeZAP

Com os juros altos afastando os compradores dos financiamentos, o mercado de locações continua aquecido. Segundo o Índice FipeZAP, os aluguéis residenciais subiram 0,55% em setembro de 2024, acumulando alta de 7,42% no ano, bem acima do IPCA (3,64%) e do IGP-M (–0,94%).
Os imóveis de três dormitórios puxaram o aumento do mês (+0,74%), refletindo a busca por espaços maiores — tendência que segue forte desde a pandemia. Já as unidades com quatro quartos ou mais tiveram alta discreta de 0,10%.
Entre as 36 cidades monitoradas, 27 registraram avanço nos preços. O destaque ficou para Aracaju (+5,11%), Salvador (+2,20%) e Teresina (+2,10%). No acumulado de 12 meses, os aluguéis subiram 9,93%, quase o dobro da inflação no período.
O valor médio de locação no país chegou a R$ 50,03 por metro quadrado, com São Paulo, Belém e Recife entre as capitais mais caras. O relatório da FipeZAP reforça que, diante dos juros elevados, alugar segue sendo a opção mais viável para muitas famílias.

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Caixa volta a financiar até 80% do valor do imóvel

O Governo Federal anunciou um novo modelo de crédito imobiliário para estimular o mercado e facilitar o acesso à moradia da classe média, com renda acima de R$ 12 mil. O teto do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) subiu de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, e a Caixa voltou a financiar até 80% do valor do imóvel, percentual reduzido para 70% em 2024.
Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, a medida deve viabilizar 80 mil novos imóveis até 2026 e injetar cerca de R$ 20 bilhões em financiamentos. O objetivo é aquecer o setor e recuperar clientes que desistiram da compra por falta de capital para a entrada.
A proposta também altera as regras do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), reduzindo o depósito compulsório dos bancos no Banco Central de 20% para 15%, liberando mais recursos para crédito habitacional.
Com juros limitados a 12% ao ano + TR, abaixo da Selic (15%), o novo formato promete estimular o mercado e aumentar a competitividade entre os bancos, trazendo novo fôlego ao setor imobiliário.

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