Minha Casa Minha Vida fecha 2025 em alta e mira também a classe média
Tatyane Estevão
Analista de planejamento
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O Minha Casa Minha Vida terminou 2025 como um dos grandes motores do mercado imobiliário. Desde a retomada do programa, em 2023, já foram contratadas cerca de 1,9 milhão de moradias, dentro da meta de chegar a 3 milhões até o fim de 2026. Em 2025, o programa operou com um orçamento perto de R$ 180 bilhões, somando FGTS, Orçamento da União e outros fundos, ajudando a movimentar obras, gerar empregos e manter a construção civil aquecida.
Em muitos mercados, como São Paulo, o MCMV respondeu por boa parte dos lançamentos e vendas residenciais. Só em 2025, a construção civil abriu quase 190 mil vagas formais, mostrando o peso do programa na economia real. O foco continua sendo as famílias de menor renda, mas o ano também marcou um passo importante: o programa começou a chegar mais forte à classe média.
Com a criação da Faixa 4, famílias com renda entre R$ 8 mil e R$ 12 mil passaram a ter acesso a financiamento com condições mais vantajosas para imóveis de até R$ 500 mil, novos ou usados. Além disso, o governo reajustou tetos de valor dos imóveis em várias cidades, o que destravou novos projetos e ampliou o leque de produtos compatíveis com o programa.
Em paralelo, foi lançado o Reforma Casa Brasil, linha de crédito voltada a reforma e melhoria de moradias, com previsão de R$ 40 bilhões e alcance potencial de até 1,5 milhão de famílias. A ideia é não só construir novas casas, mas também melhorar as que já existem, fortalecendo ainda mais a cadeia da construção.
Para 2026, a sinalização é de continuidade com orçamento robusto, reforço dos subsídios e maior espaço para a Faixa 4. O resultado final vai depender da economia e dos juros, mas, para imobiliárias e corretoras de seguros imobiliários, uma coisa é certa: o Minha Casa Minha Vida continua sendo um dos principais motores de demanda do país e merece estar no centro do planejamento comercial para o próximo ano.
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