Imóveis comerciais desaceleram, mas continuam em alta em 2025
Tatyane Estevão
Analista de planejamento
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O mercado de imóveis comerciais deu uma leve desacelerada em setembro, mas segue mostrando força. Segundo o Índice FipeZAP, as salas e conjuntos de até 200 m² registraram alta média de 0,10% nas vendas e 0,77% nos aluguéis, variações menores que as de agosto (+0,25% e +1,05%).
Mesmo com o ritmo mais lento, o desempenho ainda supera a inflação do período — o IPCA subiu 0,48% e o IGP-M, 0,42%. Entre as cidades com maiores altas estão Curitiba (+1,38%), Salvador (+1,18%) e Campinas (+0,45%) nas vendas, e Florianópolis (+1,51%), Rio de Janeiro (+1,30%) e Belo Horizonte (+0,94%) nos aluguéis.
No acumulado de 2025, os preços de venda avançaram 2,31%, enquanto os aluguéis comerciais subiram 7,08% — acima do IPCA (3,64%) e bem distante do IGP-M, que teve queda de 0,94%.
Nos últimos 12 meses, a tendência se repete: vendas +2,47% e locações +8,65%, com destaque para Curitiba, Brasília e Salvador nas vendas e Niterói e Brasília entre os maiores aumentos de aluguel.
O valor médio do metro quadrado comercial chegou a R$ 8.608 para venda e R$ 48,85 para locação. São Paulo segue na liderança com R$ 10.391/m², seguida por Curitiba (R$ 8.933) e Florianópolis (R$ 8.717).
O retorno médio anual (rental yield) foi de 7,03%, acima do segmento residencial (5,94%). Salvador (10,11% a.a.), Campinas (8,60%) e Brasília (7,21%) aparecem como as praças mais rentáveis.
Mesmo com os juros elevados, o setor comercial segue firme e mostra que continua sendo uma opção atrativa para quem busca investimento com renda e estabilidade.
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