Casa própria ainda é o maior sonho dos brasileiros, mas juros altos dificultam o caminho

Mesmo com os desafios econômicos, o desejo de ter um imóvel para chamar de seu continua forte no Brasil. Segundo a pesquisa inédita Ipsos Housing Monitor 2025, feita com mais de 22 mil pessoas em 29 países, 73% dos brasileiros ainda sonham com a casa própria. No entanto, o alto custo dos imóveis e as taxas elevadas de financiamento são apontados como os principais obstáculos.
A pesquisa também mostra uma percepção preocupante entre os mais jovens: 62% acreditam que é mais difícil conquistar esse sonho hoje do que foi para gerações anteriores. A principal razão? A alta dos juros no Brasil nos últimos anos, impulsionada pelo ciclo de aumento da Selic, que chegou a atingir 13,75% ao ano — um dos maiores patamares das últimas décadas.
Com esse cenário, o crédito imobiliário encareceu e ficou mais restrito, o que limita o acesso à compra, especialmente para famílias de renda média. Nem mesmo programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida conseguem suprir essa demanda reprimida, principalmente em grandes centros urbanos.
A pesquisa acende um alerta para o mercado e para o governo: é preciso tornar a moradia mais acessível, com políticas que reduzam o custo do financiamento e ampliem a oferta de crédito. Caso contrário, o sonho da casa própria pode continuar distante para boa parte da população — especialmente entre os mais jovens.

Já pensou em trocar seu apê por um castelo?

Na última edição, falamos sobre a volta triunfal de Notre-Dame. Agora seguimos pela Europa mas com uma proposta ousada: que tal trocar seu apartamento em São Paulo por um castelo medieval na Itália?
Um exemplo real: o castelo de Serravalle, localizado entre Modena e Bolonha, na região de Emilia-Romagna, está à venda por 1,9 milhão de euros (cerca de R$ 11 milhões). Pode parecer muito, mas esse é praticamente o valor de um sobrado de alto padrão em bairros como Moema ou Vila Nova Conceição.
E o que você leva? Uma fortificação do século XII, com torres, passagens secretas, móveis renascentistas, aquecimento, parque com 14 mil m², além de uma vista de tirar o fôlego. Um verdadeiro pedaço da história.
Por que tão “barato” para um castelo?
Manutenção cara, impostos altos e exigências de preservação afastam compradores locais. Por isso, governos europeus passaram a ver estrangeiros como solução para preservar esses monumentos — desde que dispostos a encarar o desafio da restauração.
🏨 Investimento ou aventura?
Muitos desses imóveis viram hotéis boutique, casas de temporada ou espaços para eventos. O castelo de Serravalle, por exemplo, já é alugado para encontros privados e está pronto para uso. Restrições existem, mas o potencial turístico compensa.

Paraty à venda: disputa judicial reacende debate sobre regularização fundiária em áreas turísticas

Uma das regiões mais charmosas e históricas do Brasil virou palco de uma polêmica imobiliária. Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro, está no centro de uma disputa judicial envolvendo a venda de terrenos em áreas tradicionalmente ocupadas por comunidades locais. O caso foi revelado em reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, no último domingo (14), e movimentou o setor imobiliário e jurídico.
De acordo com a denúncia, algumas grandes áreas de Paraty foram comercializadas como se fossem terras desocupadas e prontas para empreendimentos privados — quando, na verdade, são habitadas há décadas por moradores e comunidades caiçaras. As vendas, formalizadas em cartório, transferiram a posse de regiões inteiras a novos proprietários, que agora enfrentam resistência dos moradores e questionamentos na Justiça.
Para o mercado imobiliário, o episódio acende um sinal de alerta sobre a importância da regularização fundiária, especialmente em áreas turísticas ou de preservação ambiental. A falta de clareza sobre a titularidade e o uso social das terras pode gerar riscos financeiros e jurídicos para investidores, construtoras e corretores que atuam nessas regiões.
Além de movimentar o debate jurídico, o caso evidencia como operações imobiliárias sem a devida verificação podem resultar em bloqueios judiciais, protestos locais e perdas reputacionais. Em regiões onde o valor do metro quadrado costuma ser elevado e a pressão por novos empreendimentos é constante, especialistas recomendam atenção redobrada na análise documental, certidões atualizadas e histórico de ocupação antes de qualquer negócio.

TechPark de Cabo Verde e a expansão de hubs na África: lições para o Brasil

O mercado de tecnologia e inovação na África vem ganhando força e atenção internacional. Um exemplo recente é o lançamento do TechPark de Cabo Verde, um projeto ambicioso que posiciona o país como novo polo tecnológico no continente. Mais do que abrigar startups e empresas de tecnologia, o espaço foi criado com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento digital da região e atrair investimentos estrangeiros.

O movimento acompanha a expansão de hubs tecnológicos em países como Nigéria, Quênia e África do Sul — que, juntos, concentram boa parte dos investimentos no setor no continente. A proposta vai além da infraestrutura: envolve políticas públicas de incentivo, parcerias internacionais e foco na capacitação de mão de obra local para atender a uma economia cada vez mais digitalizada.

Para o Brasil, a iniciativa serve de referência. Assim como a África, o país possui grande potencial para descentralizar a inovação e criar hubs tecnológicos fora dos grandes centros tradicionais. Cidades médias e regiões com acesso a infraestrutura básica e mão de obra qualificada podem se beneficiar de projetos semelhantes, gerando emprego, atraindo empresas e diversificando as economias locais.

Especialistas apontam que, além de investimento em tecnologia, é essencial garantir conectividade, segurança jurídica e incentivos fiscais para viabilizar ecossistemas regionais de inovação. 

As cidades com o metro² mais caro do Brasil e como esse valor evoluiu nos últimos 10 anos

O mercado imobiliário brasileiro viveu oscilações na última década, mas cidades como Balneário Camboriú, Itapema e Vitória se destacaram pelo alto valor do metro quadrado. Em Balneário, por exemplo, o preço praticamente dobrou em 10 anos, impulsionado pelo turismo de luxo, novos empreendimentos e demanda de investidores. O litoral catarinense lidera o ranking de 2025, seguido por São Paulo e Curitiba, com valorização movida por infraestrutura, locação por temporada e busca por imóveis de alto padrão.

Minha Casa, Minha Vida: as atualizações mais recentes e o que elas significam para o mercado

O programa Minha Casa, Minha Vida passou por importantes atualizações desde seu relançamento, e essas mudanças vêm mexendo com o mercado imobiliário, especialmente no segmento de imóveis econômicos e usados. Para quem atua na intermediação de vendas e locações, é hora de entender como isso impacta os negócios.
Entre as novidades estão o aumento no valor máximo dos imóveis que podem ser financiados dentro do programa, além da ampliação da faixa de renda e da possibilidade de utilização para compra de imóveis usados — uma medida que, nos últimos meses, aqueceu um setor antes mais parado. Em muitas cidades, o estoque de usados aptos a se enquadrar no programa ficou escasso, o que elevou os preços.
Alta nos usados do MCMV: oportunidade ou desafio?
Segundo dados de mercado e levantamentos de associações locais, os imóveis usados dentro dos critérios do Minha Casa, Minha Vida tiveram alta média de 7% a 12% no primeiro semestre de 2025, principalmente em regiões metropolitanas e cidades de médio porte. Isso ocorre porque, com as novas regras, compradores de primeira moradia estão recorrendo mais aos usados, onde há menor tempo de espera para entrega e possibilidade de negociação direta.
Para donos de imobiliárias, essa movimentação abre espaço para expandir captação de imóveis usados compatíveis com o programa e rever tabelas de avaliação. Já para as corretoras de seguros imobiliários, a ampliação do mercado de usados financiados tende a aumentar a procura por produtos como seguro habitacional e seguro-fiança para locação, sobretudo em áreas de alta demanda popular.
O movimento também pode pressionar a precificação de novos empreendimentos econômicos, que agora competem diretamente com o mercado de usados reformados e bem localizados. A recomendação é acompanhar de perto os novos parâmetros do programa, ajustar o discurso comercial e mapear oportunidades de imóveis elegíveis no portfólio.

Como a IA e o SEO estão mudando o jogo no mercado imobiliário

Você já reparou como encontrar um imóvel pela internet ficou mais fácil — e rápido — nos últimos anos? Isso não é coincidência. A combinação entre inteligência artificial (IA) e boas estratégias de SEO (otimização para mecanismos de busca) está transformando a forma como sites de imóveis, imobiliárias e corretores se posicionam no digital.
De um lado, o SEO garante que os imóveis anunciados apareçam bem ranqueados no Google e em buscadores internos. Do outro, a IA vem otimizando descrições, sugerindo melhores palavras-chave, organizando conteúdos e até personalizando ofertas de imóveis de acordo com o perfil de cada visitante no site.
Hoje, grandes portais e imobiliárias já usam inteligência artificial para sugerir bairros com maior valorização, otimizar campanhas no Google Ads e produzir descrições automáticas para anúncios de imóveis, que ajudam tanto na busca orgânica quanto na experiência do usuário. E o melhor: ferramentas como o ChatGPT e outras IA’s generativas tornaram isso acessível para empresas de todos os tamanhos.
Para corretores e donos de imobiliárias, isso significa mais chances de ser encontrado e mais contatos qualificados chegando pelo site. Se antes o digital era só “um complemento”, agora virou estratégia essencial de crescimento.

A excentricidade por trás das casas mais caras do país

Quando o assunto é luxo, o mercado imobiliário brasileiro não deixa a desejar. Mansões que ultrapassam R$ 50 milhões são cada vez mais comuns em regiões como Alphaville (SP), Barra da Tijuca (RJ) e Balneário Camboriú (SC). Mas não é só o valor que impressiona — o que essas casas oferecem é digno de filme.
Entre as excentricidades, dá pra encontrar piscina com sistema de som subaquático, adegas climatizadas para mais de 600 garrafas, pistas de boliche particulares e até helipontos no quintal. Em alguns casos, o valor do imóvel inclui carro esportivo na garagem ou barco atracado no condomínio náutico. Em São Paulo, por exemplo, há casas à venda com sala de cinema 4D, spa privativo, e jardins projetados por arquitetos premiados.
E o melhor: boa parte desses imóveis acaba virando notícia justamente pelas extravagâncias, como uma mansão de R$ 35,5 milhões em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina que viralizou por ter uma “boate subterrânea” projetado para “encontros confidenciais” e acesso privativo à praia.— no Brasil, luxo e criatividade andam juntos quando o assunto é morar bem.

As cidades com o metro² mais caro do Brasil e como esse valor evoluiu nos últimos 10 anos

O mercado imobiliário brasileiro viveu oscilações na última década, mas cidades como Balneário Camboriú, Itapema e Vitória se destacaram pelo alto valor do metro quadrado. Em Balneário, por exemplo, o preço praticamente dobrou em 10 anos, impulsionado pelo turismo de luxo, novos empreendimentos e demanda de investidores. O litoral catarinense lidera o ranking de 2025, seguido por São Paulo e Curitiba, com valorização movida por infraestrutura, locação por temporada e busca por imóveis de alto padrão.

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